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Associação
de Defesa do Meio Ambiente do Médio Paraíba
(AMA)
Conhecendo a AMA
A Associação de Defesa
do Meio Ambiente do Médio Paraíba (AMA) é uma
organização não governamental, sem fins lucrativos,
fundada em 01/07/91, com sede na Praça da Bandeira n.174, Valença,
RJ, 27600-000.
A interdisciplinidade é um fator importante na
composição da AMA, pois sem o trabalho
voluntário em conjunto de biólogos,
médicos veterinários, engenheiro florestal,
jornalista, economista, alpinistas, população
local, patrocinadores e colaboradores, seus projetos
não estariam sendo realizados de uma maneira
democrática e abrangente.
Projetos da AMA
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Morada
de aproximadamente 20
bichos-preguiça, a Praça XV
de novembro, conhecida popularmente como
Jardim de Baixo, teve seu traçado
elaborado no século XIX pelo
paisagista francês Augusto
Glaziou
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Os
bichos-preguiça pertencem à
ordem Edentata, família
Bradypodidae.
Os
gêneros e espécies existentes
são:
- Gênero
Bradypus (3 dedos): Bradypus
tridactylus, B. torquatus
(preguiça-de-coleira) e B.
variegatus (preguiça
comum);
- Gênero
Choloepus (2 dedos): Choloepus
didactylus e C. hoffmanni.
Acima,
exemplar da espécie B.
variegatus.
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Projeto
Preguiça
Na
cidade de Valença, RJ, a ONG
Associação de Defesa do Meio Ambiente
do Médio Paraíba (AMA) tem
desenvolvido alguns importantes projetos de
preservação do meio ambiente, dentre
eles, o Projeto Preguiça .
O
Projeto Preguiça teve início em abril
de 1996 em função da necessidade de
tentar solucionar problemas que estavam ocorrendo
com bichos-preguiça residentes na copa das
árvores da Praça XV de novembro, em
Valença, RJ, como a queda de animais devido
a galhos podres e violentos choques
elétricos, em decorrência de fios de
alta tensão muito próximos das
árvores.
Desde
a implantação do projeto, tem-se
procurado levantar o maior número
possível de dados sobre a espécie
residente, Bradypus variegatus, como, número
total de animais, proporção de
machos, fêmeas e filhotes, o estado de
saúde e biometria dos animais.
Considerando
a área total da Praça XV de novembro,
que é de 20.000m2, e a qualidade e
quantidade de alimento disponível,
constatou-se a necessidade de manter um
número máximo de animais na
praça, evitando a
superpopulação e também a
consangüinidade. A partir daí,
iniciou-se o trabalho, aprovado pelo IBAMA, de
translocação de indivíduos
selecionados para uma área de
preservação permanente, conhecida
como Santuário Vida Silvestre da Serra da
Concórdia, uma reserva particular, situada
na divisa do Município de Valença e
Barra do Piraí, reunindo as
condições necessárias para
receber os animais, pois são 290 hectares de
mata atlântica nativa, habitat natural dessa
espécie de bicho-preguiça. A primeira
transferência ocorreu em 1997, sendo
transferidos 8 animais.
Atualmente,
observa-se que com a poda das árvores que
davam acesso aos fios de alta tensão, o
remanejamento de alguns animais e trabalho de
educação ambiental, os acidentes que
ocorriam com freqüência na praça,
não estão mais sendo
verificados.
Para o
sucesso do projeto tem sido muito importante a
participação de parceiros como a
Farmácia Homeopática Lillium
(Valença/RJ), que tem patrocinado diversas
campanhas de educação ambiental, a
Light e a prefeitura municipal, que tem impedido
que os galhos das árvores alcançem os
fios de alta tensão e a
Fundação Educacional Dom André
Arcoverde (FAA), que recentemente financiou a
aquisição de equipamento para leitura
e implantação de
microchip.
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Criação
do Parque Ecológico Municipal da Concórdia e do Parque
Estadual da Serra da Concórdia
A
criação de ambos os parques tem sido
defendida pela AMA e, atualmente, é muito
esperada. Recentemente, em 1 de novembro de 2000,
foi assinado um termo de cooperação
técnica entre a EMBRAPA e a
Fundação Instituto Estadual de
Florestas/RJ (IEF/RJ), com a
participação da AMA. A
importância deste termo se deve ao fato de um
terço da área do parque, ser
pertencente à EMBRAPA (Fazenda Santa
Mônica), favorecendo o desenvolvimento
sustentável da região.
Dois
pontos muito importantes na criação
dos parques é o investimento no turismo
ecológico e rural, através do
conjunto de trilhas, caminhos e estradas já
existentes e que ligam Juparanã, nas margens
do Rio Paraíba do Sul, à São
Francisco, com extensão possível
até Conservatória e a
introdução de conceitos e programas
de agrossilvicultura, agro-floresta, que
irão da produção à
comercialização de produtos com
qualidade e sofisticação, para
atendimento de turistas e da
população em geral. Estas novas
fontes de renda podem chegar a ser bem mais
lucrativas do que a atual atividade
agropecuária das fazendas que estão
na região dos parques.
Os
parques também são áreas
importantes para o Projeto Preguiça, pois
é importante acompanhar as preguiças
que estão sendo transferidas da Praça
XV de novembro para a região dos parques.
Porém, para se ter sucesso nesta etapa do
Projeto Preguiça, é fundamental a
utilização de radiotransmissores para
poder acompanhar o deslocamento das
preguiças. Infelizmente, a AMA ainda
não dispõe deste equipamento em
função da falta de verba para sua
aquisição.

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